Pets também precisam de profissional especializado em obstetrícia

A especialização é uma realidade da Medicina Veterinária e graças a ela pode-se garantir maior longevidade aos pets, que são considerados hoje como membros das famílias. Dessa forma, é natural que cada profissional dedique-se a um conhecimento profundo na área que atua, garantindo assim mais saúde e bem-estar ao animal em cada procedimento. Com a gestação e o parto não é diferente. O acompanhamento de um obstetra durante a gravidez, o parto e os primeiros 20 dias do recém-nascido é fundamental para assegurar a saúde da mãe e do filhote e evitar perdas. É o profissional que monitora o estado nutricional da fêmea, que deve estar com a saúde e alimentação em dia, e o tempo de gestação, para que não ultrapasse o limite dos dias saudáveis nem que haja a necessidade de uma intervenção cirúrgica, além de manter a saúde dos novos membros da família.

  

A maior parte das gestações – cerca de 95% – é finalizada com partos normais. Porém, algumas raças enfrentam dificuldade para dar à luz, tornando necessária a intervenção de uma cesariana. As dificuldades podem estar ligadas às características da raça, como os Buldogues Ingleses e Franceses que têm um formato de cabeça que dificulta o parto, ou à genética e saúde da mãe, como bacia pequena, fraturas antigas em pelve, nas quais a até mesmo a gestação de um único filhote pode levar a problemas de parto.

 

A cesariana evoluiu muito ao longo dos anos e já não é a mesma cirurgia. A anestesia geral, que deprime muito o sistema cardiovascular dos filhotes, não é mais aplicada como antigamente. Hoje, com as novas técnicas e aparelhos de anestesia mais acurados, diminui-se o tempo de procedimento e há uma sobrevida muito maior dos filhotes.

 

Problemas mais comuns

As cadelas ou gatas geralmente são excelentes mães. Mesmo que seja raro algo dar errado, é muito importante manter os olhos abertos e saber como identificar um problema. Os mais comuns são:

 

Estado nutricional: a diminuição no apetite pode ser normal para algumas fêmeas após 30 dias de gestação ou apenas antes do início do trabalho de parto, mas elas devem estar alerta e bem dispostas em todos os momentos da gravidez. Se o animal evitar a comida durante ou ficar apático e desanimado é um sinal de que algo pode estar errado;

 

Atraso no trabalho de parto: se a fêmea estiver sem sinal de parto com 63 dias de gestação desde o acasalamento pode haver um problema com os filhotes;

 

Sangramentos: Qualquer corrimento vaginal anormal, incluindo sangramento, ou um corrimento de cheiro ruim, em qualquer momento da gravidez pode indicar problemas;

 

– Dores, parto longo ou aborto: um especialista precisa intervirse a fêmea não está bem em geral, deprimida, chorando ou com dor durante o parto, se há contrações fortes durante 20 ou 30 minutos sem nascer nenhum filhote, se é possível ver um filhote saindo, mas o esforço da fêmea não consegue expulsá-lo, se a fêmea aborta filhotes durante a gestação ou se mais de duas horas se passaram desde o último filhote, ou ter apenas contrações fracas, sem a presença de mais filhotes.

 

A combinação de uma equipe de profissionais altamente capacitada, equipamentos adequados e acompanhamento da gestação resultam em altos índices de sobrevivência de mãe e filhotes.

 

*Carla Berl é médica veterinária e diretora do Hospital Veterinário Pet Care

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